# Instituto Conecta OSC — conteúdo completo do blog Fonte: https://conectaosc.org.br/blog · Autor de todos os artigos: Adriano Sousa (Profissional Especialista em Terceiro Setor). --- # MROSC na prática: como funcionam as parcerias entre OSCs e o poder público Autor: Adriano Sousa · Profissional Especialista em Terceiro Setor · Data: 28/08/2026 · Terceiro setor A Lei 13.019/2014 mudou a forma como OSCs firmam parcerias com governos. Entenda os instrumentos, o chamamento público e o que se espera da sua organização. URL: https://conectaosc.org.br/blog/mrosc-na-pratica-parcerias-com-poder-publico O Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil — MROSC, Lei nº 13.019/2014 — é hoje a principal norma que rege as parcerias entre OSCs e a administração pública no Brasil. Ele substituiu a lógica antiga dos convênios por um regime próprio, pensado para a realidade das organizações sociais: mais foco em resultados, regras claras de seleção e prestação de contas proporcional ao porte da parceria. Para uma OSC que quer acessar recursos públicos de forma segura, conhecer o MROSC não é opcional. É a diferença entre uma parceria bem executada e um passivo jurídico que pode acompanhar a organização — e seus dirigentes — por anos. ## Os três instrumentos de parceria O MROSC criou três instrumentos, e escolher o correto é o primeiro passo de qualquer parceria. - Termo de Colaboração: quando a proposta do plano de trabalho é do órgão público e envolve transferência de recursos financeiros. - Termo de Fomento: quando a proposta é da própria OSC e também envolve repasse de recursos. - Acordo de Cooperação: quando não há transferência de recursos financeiros, apenas cooperação técnica, cessão de espaço ou atuação conjunta. ## Chamamento público: a regra, não a exceção Salvo hipóteses específicas previstas na lei (como emendas parlamentares ou situações de dispensa e inexigibilidade devidamente justificadas), a seleção da OSC parceira ocorre por chamamento público. Isso significa edital, critérios objetivos de julgamento, comissão de seleção e publicidade. A organização precisa acompanhar os portais dos órgãos, preparar documentação com antecedência e escrever propostas alinhadas ao que o edital pede — não ao que ela gostaria de fazer. ## O que a OSC precisa ter em dia A celebração da parceria exige requisitos mínimos de habilitação. Ter tudo organizado antes de o edital sair é o que separa organizações que participam das que apenas assistem. - Existência jurídica mínima (em geral 1 a 3 anos de CNPJ, conforme a esfera de governo) - Estatuto com objetivos compatíveis com o objeto da parceria e previsão de destinação do patrimônio em caso de dissolução - Certidões negativas federais, estaduais, municipais, FGTS e trabalhista - Escrituração contábil regular conforme a ITG 2002 - Experiência prévia comprovada no objeto da parceria - Capacidade técnica e operacional (equipe, estrutura, instalações) ## Plano de trabalho e prestação de contas por resultados O coração da parceria é o plano de trabalho: diagnóstico da realidade, metas quantificáveis, indicadores, cronograma de execução e previsão de receitas e despesas. A prestação de contas, por sua vez, é dividida em relatório de execução do objeto (o que foi entregue) e, quando necessário, relatório de execução financeira (como o dinheiro foi gasto). A grande inovação do MROSC é priorizar o cumprimento das metas. Isso não dispensa a organização de guardar comprovantes e manter conta bancária específica — mas coloca o resultado social no centro da análise. ## Responsabilidades e riscos Dirigentes respondem por irregularidades, e a OSC pode ficar impedida de firmar novas parcerias. Por isso, gestão financeira separada por parceria, conciliação bancária mensal e guarda de documentos por no mínimo dez anos após a prestação de contas são práticas indispensáveis. ## Como o Conecta OSC apoia Na Escola Conecta há trilhas dedicadas ao MROSC, do chamamento público à prestação de contas. Também orientamos organizações filiadas na organização documental e na leitura de editais, para que cheguem à parceria preparadas — e saiam dela com contas aprovadas. ## Comentário do especialista > Na prática, vejo muitas OSCs perderem parcerias não por falta de mérito, mas por documentação vencida e contabilidade fora da ITG 2002 na hora da habilitação. Minha orientação é simples: trate os requisitos do MROSC como rotina, não como corrida de última hora. Certidões renovadas mensalmente, estatuto revisado e conta bancária específica por parceria eliminam 80% dos problemas que chegam ao meu escritório. — Adriano Sousa, Profissional Especialista em Terceiro Setor ## Perguntas frequentes ### O que é o MROSC e para que serve? MROSC é o Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil, a Lei nº 13.019/2014. Ele define as regras para parcerias entre OSCs e a administração pública (União, estados e municípios), substituindo os antigos convênios por termos de colaboração, termos de fomento e acordos de cooperação, com seleção por chamamento público e prestação de contas focada em resultados. ### Qual a diferença entre termo de colaboração e termo de fomento? Os dois envolvem repasse de recursos. No termo de colaboração, a proposta do plano de trabalho parte do órgão público; no termo de fomento, a iniciativa é da própria OSC. O acordo de cooperação, por sua vez, não envolve transferência de dinheiro. ### Toda parceria exige chamamento público? Como regra, sim. A lei prevê exceções (dispensa e inexigibilidade justificadas, emendas parlamentares, entre outras), mas elas precisam ser fundamentadas e publicadas pelo órgão. A OSC não deve contar com a exceção — deve se preparar para o edital. ### Quais documentos a OSC precisa para firmar uma parceria com a prefeitura? Em geral: CNPJ com existência mínima exigida, estatuto registrado com objetivos compatíveis, ata de eleição da diretoria, certidões negativas (federal, estadual, municipal, FGTS e trabalhista), comprovação de experiência prévia, relação de dirigentes e comprovante de endereço. Cada edital pode pedir itens adicionais. ### O que acontece se a prestação de contas do MROSC for reprovada? A OSC pode ter que devolver os valores com correção, ficar impedida de firmar novas parcerias e os dirigentes podem responder pessoalmente. Por isso a execução deve seguir o plano de trabalho e todos os comprovantes devem ser guardados por pelo menos dez anos. --- # ITG 2002: o que toda OSC precisa saber sobre sua contabilidade Autor: Adriano Sousa · Profissional Especialista em Terceiro Setor · Data: 26/08/2026 · Gestão de OSCs A norma contábil das entidades sem fins lucrativos define como registrar doações, gratuidades e projetos. Entenda por que ela é exigida por financiadores e pelo poder público. URL: https://conectaosc.org.br/blog/itg-2002-contabilidade-para-oscs Muitas OSCs tratam a contabilidade como uma obrigação distante, feita por um escritório que entrega o balanço uma vez por ano. Mas para o terceiro setor existe uma norma específica — a ITG 2002 (R1), do Conselho Federal de Contabilidade — e cumpri-la é condição para firmar parcerias públicas, obter certificações e prestar contas a financiadores privados. A ITG 2002 adapta a contabilidade geral às particularidades de quem não visa lucro: as entidades não têm "lucro" ou "prejuízo", e sim superávit ou déficit; recebem doações com e sem restrição; concedem gratuidades; e trabalham com recursos vinculados a projetos. ## As demonstrações contábeis obrigatórias Ao final de cada exercício, a OSC deve elaborar um conjunto completo de demonstrações, assinadas por contador habilitado e pelo representante legal. - Balanço Patrimonial - Demonstração do Resultado do Período (com superávit ou déficit) - Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido - Demonstração dos Fluxos de Caixa - Notas Explicativas, detalhando políticas contábeis, gratuidades, isenções e recursos com restrição ## Doações, gratuidades e trabalho voluntário Doações recebidas devem ser reconhecidas como receita no momento em que a organização passa a ter direito sobre elas, com distinção clara entre recursos livres e recursos com restrição (vinculados a um projeto ou finalidade). Gratuidades concedidas — bolsas, atendimentos, serviços — precisam ser registradas e evidenciadas, pois sustentam pedidos de isenção e certificações como o CEBAS. Até o trabalho voluntário deve ser mensurado a valor justo e registrado como receita e despesa, mostrando o real tamanho da operação. ## Segregação por projeto Uma exigência prática que muitas OSCs ignoram: registrar separadamente as receitas e despesas de cada projeto, convênio ou parceria. Sem isso, é impossível prestar contas ao financiador com precisão, e a organização perde a capacidade de saber quais iniciativas são sustentáveis. ## Por que isso importa para captar recursos Financiadores sérios pedem as demonstrações contábeis dos últimos exercícios. Órgãos públicos exigem escrituração regular como requisito de habilitação. A Receita Federal cruza as informações da ECD e da ECF com o que foi declarado. Uma contabilidade fora da norma não é apenas um problema técnico — é uma porta fechada para recursos. ## Como o Conecta OSC apoia Nossa rede nasceu da experiência contábil com o terceiro setor. Orientamos OSCs filiadas sobre plano de contas, segregação de projetos, registro de gratuidades e diálogo com o contador, e a Escola Conecta oferece trilhas específicas sobre a ITG 2002 e sobre as obrigações acessórias das entidades sem fins lucrativos. ## Comentário do especialista > A ITG 2002 é a norma que mais aparece nos meus atendimentos e, ainda assim, é a menos compreendida pelos dirigentes. O erro clássico é achar que 'contabilidade de ONG' é só emitir balanço no fim do ano. Sem segregar receitas e despesas por projeto e sem registrar gratuidades, a entidade não consegue provar o que faz — e quem paga por isso é a captação. Contador que conhece terceiro setor não é custo, é condição de sobrevivência. — Adriano Sousa, Profissional Especialista em Terceiro Setor ## Perguntas frequentes ### O que é a ITG 2002? É a Interpretação Técnica Geral 2002 (R1) do Conselho Federal de Contabilidade, que estabelece as regras contábeis específicas para entidades sem finalidade de lucro: associações, fundações, institutos, igrejas e demais OSCs. ### ONG precisa ter contabilidade? Sim. Toda entidade sem fins lucrativos com CNPJ precisa manter escrituração contábil regular, elaborar demonstrações anuais e cumprir obrigações acessórias como ECD, ECF, DCTFWeb, EFD-Reinf e eSocial, conforme seu porte e enquadramento. ### Quais demonstrações contábeis uma OSC deve elaborar? Balanço Patrimonial, Demonstração do Resultado do Período, Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido, Demonstração dos Fluxos de Caixa e Notas Explicativas, assinadas por contador habilitado e pelo representante legal. ### Como registrar doações na contabilidade da OSC? Doações são receitas, reconhecidas quando a entidade passa a ter direito sobre elas, com distinção entre recursos sem restrição (uso livre) e com restrição (vinculados a projeto ou finalidade). Doações de bens e serviços também são registradas, a valor justo. ### Trabalho voluntário entra na contabilidade? Sim. A ITG 2002 determina que o trabalho voluntário seja mensurado a valor justo e reconhecido como receita e despesa de igual valor, evidenciando o real tamanho da operação da entidade. --- # Leis de incentivo fiscal: como sua OSC pode captar com Rouanet, Esporte, FIA e Fundo do Idoso Autor: Adriano Sousa · Profissional Especialista em Terceiro Setor · Data: 24/08/2026 · Captação de recursos Empresas e pessoas físicas podem destinar parte do imposto de renda a projetos sociais. Veja como funciona cada mecanismo e o que sua organização precisa para acessá-los. URL: https://conectaosc.org.br/blog/leis-de-incentivo-fiscal-para-oscs As leis de incentivo fiscal são um dos maiores canais de recursos para o terceiro setor no Brasil. Elas permitem que empresas tributadas pelo lucro real e pessoas físicas que declaram pelo modelo completo destinem parte do imposto de renda devido a projetos aprovados — sem custo adicional para o doador, já que o valor seria pago ao governo de qualquer forma. Para a OSC, isso significa argumentar com o financiador a partir de um raciocínio simples: "o recurso já existe, a decisão é apenas para onde ele vai". ## Os principais mecanismos - Lei Rouanet (Lei nº 8.313/1991): projetos culturais aprovados pelo Ministério da Cultura. Pessoas jurídicas podem destinar até 4% do IR devido; pessoas físicas, até 6% (limite compartilhado com outros incentivos). - Lei de Incentivo ao Esporte (Lei nº 11.438/2006): projetos esportivos e paradesportivos aprovados pelo Ministério do Esporte. Pessoas jurídicas até 2% e pessoas físicas até 7% do IR devido — percentuais elevados pela Lei nº 14.439/2022 e válidos até o ano-calendário de 2027. Para a pessoa física, o limite global das deduções (Rouanet, FIA, Fundo do Idoso e Esporte somados) passa de 6% para 7% quando há destinação ao esporte. - Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente (FIA/FUMCAD): destinação via conselhos municipais, estaduais ou nacional. Pessoas jurídicas até 1% e pessoas físicas até 6% (limite compartilhado). - Fundos do Idoso: mesma lógica dos fundos da criança, com destinação a projetos voltados à pessoa idosa. Pessoas jurídicas até 1% e pessoas físicas até 6% (limite compartilhado). - Incentivos estaduais e municipais: programas como o ProAC (SP), a Lei Paulista de Incentivo ao Esporte e leis municipais de cultura, com regras próprias e ICMS ou ISS como base. ## Como funciona o caminho da OSC O processo varia por lei, mas a lógica é parecida: a OSC registra o projeto no sistema do órgão responsável, ele é analisado e aprovado com um valor autorizado de captação, e só então a organização pode buscar empresas e pessoas dispostas a destinar o imposto. Nos fundos da criança e do idoso, o caminho passa pelo conselho de direitos: a OSC precisa ter registro no conselho e o projeto precisa ser aprovado em plenária. ## O que os financiadores avaliam Ter o projeto aprovado não garante a captação. Empresas escolhem projetos alinhados à sua estratégia de marca e de território, com contrapartidas claras, e exigem segurança na execução. Os critérios mais comuns: - Regularidade fiscal e documental da OSC - Histórico de prestação de contas aprovadas - Aderência do projeto à causa ou ao território prioritário da empresa - Plano de comunicação e contrapartidas institucionais - Capacidade de gerar relatórios de impacto com dados ## Erros que custam caro Captar sem projeto aprovado, executar fora do plano aprovado, misturar recursos incentivados com o caixa geral ou atrasar prestações de contas são erros que resultam em glosas, devolução de valores e impedimento de novos projetos. As leis de incentivo exigem gestão disciplinada — o benefício fiscal vem acompanhado de fiscalização. ## Como o Conecta OSC apoia Ajudamos OSCs filiadas a identificar qual mecanismo se encaixa em cada projeto, a estruturar a proposta para aprovação e a preparar o material de apresentação para empresas. Do outro lado, orientamos financiadores da nossa rede a usar seus incentivos fiscais com segurança, escolhendo projetos avaliados e monitorados. ## Comentário do especialista > Lei de incentivo é uma das ferramentas mais poderosas e mais mal aproveitadas do setor. Muitas OSCs desistem porque acham o processo burocrático; muitas empresas deixam o incentivo na mesa porque não conhecem projetos confiáveis. É exatamente nessa lacuna que o Conecta OSC trabalha. Meu conselho: comece pelo Fundo da Criança ou do Idoso do seu município — o caminho é mais curto e o relacionamento com o conselho abre outras portas. — Adriano Sousa, Profissional Especialista em Terceiro Setor ## Perguntas frequentes ### O que são leis de incentivo fiscal? São leis que permitem a pessoas físicas e empresas destinar parte do imposto de renda devido (ou de tributos estaduais e municipais) a projetos culturais, esportivos e sociais aprovados pelo poder público, em vez de pagar esse valor ao governo. ### Quem pode doar via lei de incentivo? No imposto de renda federal, empresas tributadas pelo lucro real e pessoas físicas que declaram pelo modelo completo. Empresas do Simples Nacional e do lucro presumido não podem usar os incentivos federais, mas podem doar diretamente. ### Quanto uma empresa pode destinar? Os limites variam por lei: em geral até 4% do IR devido para a Lei Rouanet, até 2% para a Lei de Incentivo ao Esporte e até 1% para os Fundos da Criança e do Adolescente e outro 1% para os Fundos do Idoso. Confirme sempre os percentuais vigentes com o contador. ### Como uma OSC aprova um projeto na lei de incentivo? A organização cadastra o projeto no sistema do órgão responsável (Ministério da Cultura, Ministério do Esporte ou conselho de direitos), que analisa e aprova um valor de captação. Só depois da aprovação a OSC pode buscar doadores e emitir os recibos que garantem o benefício fiscal. ### Pessoa física pode destinar imposto de renda para uma ONG? Sim, na declaração completa. O conjunto das destinações (Fundos da Criança, do Idoso, Rouanet, Audiovisual e Esporte) é limitado a 6% do imposto devido; quando há destinação ao esporte, esse teto global sobe para 7% (regra da Lei nº 14.439/2022, válida até 2027). A destinação aos fundos da criança e do idoso pode ser feita inclusive no momento da declaração anual, com limite de 3% nessa modalidade. Confirme os percentuais vigentes com o contador antes de doar. --- # LGPD para OSCs: guia prático para proteger os dados de quem você atende Autor: Adriano Sousa · Profissional Especialista em Terceiro Setor · Data: 21/08/2026 · Tecnologia para OSCs Organizações sociais lidam com dados sensíveis de crianças, famílias e pessoas em vulnerabilidade. Veja o que a lei exige e por onde começar sem grandes investimentos. URL: https://conectaosc.org.br/blog/lgpd-para-oscs-guia-pratico A Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709/2018) vale para toda organização que trata dados pessoais — e isso inclui OSCs de qualquer porte. Uma associação comunitária que guarda fichas de cadastro de famílias, uma creche com prontuários de crianças ou um projeto que fotografa seus atendidos estão, todos, tratando dados pessoais, muitas vezes sensíveis. A boa notícia é que a lei não exige tecnologia cara. Exige, sobretudo, organização, clareza sobre o que se coleta e cuidado com quem tem acesso. ## O que são dados pessoais e sensíveis no dia a dia de uma OSC - Dados pessoais: nome, CPF, endereço, telefone, data de nascimento, imagem - Dados sensíveis (art. 5º, II da LGPD): saúde, origem racial ou étnica, convicção religiosa, opinião política, filiação a sindicato, vida sexual, dados genéticos e biométricos. Informações sobre situação de vulnerabilidade social não estão nesse rol legal, mas merecem o mesmo cuidado na prática, porque expõem famílias e beneficiários. - Dados de crianças e adolescentes: tratamento sempre no melhor interesse da criança. O consentimento específico dos responsáveis é a base mais comum (e obrigatória para uso de imagem em comunicação), mas a ANPD já reconhece que outras bases legais podem ser usadas quando o tratamento é necessário para prestar o serviço — como o cadastro para atendimento socioassistencial. ## Os princípios que orientam tudo Colete apenas o necessário para a finalidade declarada. Informe às pessoas por que os dados são coletados e como serão usados. Guarde apenas pelo tempo necessário. Garanta que só quem precisa tenha acesso. Esses quatro princípios — necessidade, transparência, limitação de armazenamento e segurança — resolvem a maior parte dos problemas antes que eles aconteçam. ## Bases legais: nem tudo depende de consentimento Muitas OSCs acreditam que precisam pedir consentimento para tudo. Na verdade, a lei prevê várias bases legais: cumprimento de obrigação legal ou regulatória, execução de contrato ou de parceria (como um termo de fomento ou colaboração, em que a OSC trata dados para executar a política pública contratada), proteção da vida, tutela da saúde e legítimo interesse. O consentimento é apenas uma delas — e é a mais frágil, porque pode ser revogado a qualquer momento. Escolher a base correta para cada tratamento é um dos primeiros passos da adequação. ## Por onde começar: um roteiro simples - Mapeie quais dados a organização coleta, onde ficam guardados e quem acessa - Elimine o que não é mais necessário (fichas antigas, planilhas duplicadas) - Crie uma política de privacidade simples e publique no site - Nomeie um encarregado (DPO), que pode ser alguém da própria equipe - Use termos de consentimento específicos para uso de imagem, principalmente de crianças - Proteja arquivos com senha, faça backup e limite o acesso a pastas compartilhadas - Treine a equipe e os voluntários — a maior parte dos vazamentos vem de descuido humano ## Transparência e LGPD não se contradizem Prestar contas publicamente não significa expor beneficiários. Relatórios podem trazer números agregados e histórias com consentimento e sem identificação. Transparência institucional convive com privacidade; o que muda é o cuidado no desenho dos processos. ## Como o Conecta OSC apoia Oferecemos na Escola Conecta uma trilha sobre LGPD aplicada ao terceiro setor e modelos de política de privacidade, termo de consentimento e registro de tratamento adaptados à realidade das OSCs. ## Comentário do especialista > As OSCs guardam alguns dos dados mais sensíveis que existem: ficha de família em vulnerabilidade, prontuário de criança, laudo de saúde. E quase sempre em pastas abertas e planilhas compartilhadas por WhatsApp. LGPD, para mim, não é tema jurídico — é tema de respeito pelo beneficiário. Uma política de privacidade simples, um responsável nomeado e um armário fechado já colocam a entidade à frente da maioria. — Adriano Sousa, Profissional Especialista em Terceiro Setor ## Perguntas frequentes ### A LGPD se aplica a ONGs e associações? Sim. A Lei nº 13.709/2018 vale para qualquer pessoa jurídica que trate dados pessoais, independentemente de ter ou não fins lucrativos ou do seu tamanho. ### ONG precisa ter um DPO (encarregado de dados)? A lei prevê a figura do encarregado, e a ANPD flexibilizou a exigência para agentes de pequeno porte. Na prática, recomenda-se nomear alguém da equipe como responsável pelo tema e publicar um canal de contato para os titulares. ### Preciso de consentimento para usar foto de beneficiários? Uso de imagem exige autorização específica, por escrito, e no caso de crianças e adolescentes a autorização deve ser dos responsáveis legais. Evite publicar imagens que exponham situação de vulnerabilidade, mesmo com autorização. ### O que acontece se a OSC vazar dados? A organização pode ser notificada pela ANPD, sofrer sanções (advertência, multa, bloqueio dos dados) e responder por danos aos titulares. Além disso, perde confiança de beneficiários e financiadores. ### Por onde uma OSC pequena começa a se adequar à LGPD? Mapeando os dados que coleta, eliminando o que não precisa, criando uma política de privacidade, nomeando um responsável, usando termos de consentimento para imagem e protegendo arquivos com senha e controle de acesso. --- # Inteligência artificial no terceiro setor: por onde uma OSC pequena pode começar Autor: Adriano Sousa · Profissional Especialista em Terceiro Setor · Data: 18/08/2026 · Tecnologia para OSCs A IA já ajuda organizações sociais a escrever projetos, organizar relatórios e responder doadores. Veja usos práticos, cuidados e como não depender de grandes orçamentos. URL: https://conectaosc.org.br/blog/inteligencia-artificial-no-terceiro-setor A inteligência artificial deixou de ser assunto de grandes empresas. Ferramentas acessíveis — muitas gratuitas — permitem que uma OSC com dois ou três colaboradores faça em horas o que antes levava semanas: rascunhar um projeto para edital, revisar um relatório de prestação de contas, criar posts para redes sociais ou responder dúvidas frequentes de doadores. O desafio não é acesso à tecnologia. É saber usá-la com critério, sem perder a voz da organização e sem expor dados de quem ela atende. ## Usos práticos que já funcionam - Escrita de projetos: estruturar justificativa, objetivos, metas e indicadores a partir de um roteiro, com revisão humana final - Relatórios e prestação de contas: transformar planilhas e anotações em textos claros para o financiador - Comunicação: planejar calendário de conteúdo, criar legendas, adaptar um mesmo texto para vários canais - Análise de editais: resumir editais longos e listar requisitos e prazos - Atendimento: chatbots simples no WhatsApp ou no site para responder perguntas frequentes sobre doações e voluntariado - Gestão interna: organizar atas, criar checklists e modelos de documentos ## O que a IA não faz por você Ela não conhece a realidade do território, não substitui a escuta da comunidade e não assume responsabilidade pelo que escreve. Tudo o que sai de uma ferramenta de IA precisa ser lido, verificado e ajustado por alguém da organização. Dados, leis e nomes citados devem ser conferidos — a IA pode errar com muita convicção. ## Cuidados com dados e ética Nunca insira em ferramentas de IA dados pessoais de beneficiários, prontuários, listas com CPF ou informações sensíveis. Use dados agregados ou anonimizados. Verifique os termos de uso da ferramenta e prefira contas institucionais às contas pessoais de colaboradores. E seja transparente com a equipe e os parceiros sobre onde a IA está sendo usada. ## Um caminho realista para começar Escolha uma única tarefa repetitiva que consome tempo da equipe — o relatório mensal, por exemplo. Teste uma ferramenta por 30 dias com um responsável definido. Compare o tempo gasto e a qualidade do resultado. Se funcionar, documente o processo e avance para a próxima tarefa. Tecnologia no terceiro setor dá certo quando resolve um problema concreto, não quando chega como modismo. ## Como o Conecta OSC apoia A Escola Conecta tem uma trilha dedicada à IA aplicada a OSCs, com exercícios práticos de escrita de projetos, prestação de contas e comunicação. Também orientamos as organizações filiadas na escolha de ferramentas seguras e na criação de regras internas de uso. ## Comentário do especialista > Uso IA todos os dias na minha rotina e ensino as OSCs a fazerem o mesmo. O ganho real não está em 'escrever bonito', está em devolver tempo para quem faz o trabalho social: um relatório que levava três dias sai em uma tarde. Mas há uma regra que não abro mão: nenhum dado pessoal de beneficiário entra em ferramenta de IA. Use dados agregados, revise tudo e mantenha a voz da organização. — Adriano Sousa, Profissional Especialista em Terceiro Setor ## Perguntas frequentes ### Como uma ONG pode usar inteligência artificial? Para rascunhar projetos e relatórios, resumir editais, planejar comunicação, responder dúvidas frequentes de doadores por chatbot e organizar documentos internos — sempre com revisão humana. ### Existem ferramentas de IA gratuitas para ONGs? Sim. As principais plataformas de IA generativa têm planos gratuitos e alguns provedores oferecem descontos ou créditos para organizações sem fins lucrativos. Verifique sempre os termos de uso e a política de dados. ### A IA pode escrever um projeto para edital? Ela pode ajudar a estruturar e redigir, mas o diagnóstico, as metas e o orçamento precisam vir da organização, e o texto deve ser revisado e adaptado ao edital. Avaliadores percebem propostas genéricas. ### É seguro colocar dados da OSC em ferramentas de IA? Dados institucionais públicos, sim. Dados pessoais de beneficiários, prontuários e informações sensíveis, não. Prefira contas institucionais, leia a política de privacidade da ferramenta e anonimize os dados antes de usar. ### Por onde começar a usar IA em uma OSC pequena? Escolha uma tarefa repetitiva (como o relatório mensal), defina um responsável, teste por 30 dias, compare tempo e qualidade e, se funcionar, documente o processo e avance para a próxima tarefa. --- # Governança em OSCs: conselho, estatuto e regras de decisão que geram confiança Autor: Adriano Sousa · Profissional Especialista em Terceiro Setor · Data: 14/08/2026 · Gestão de OSCs Governança não é burocracia para grandes instituições. É o conjunto de regras que protege a organização, seus dirigentes e a causa — e é o primeiro filtro dos financiadores. URL: https://conectaosc.org.br/blog/governanca-em-oscs-conselho-estatuto-decisoes Quando um financiador analisa uma OSC, uma das primeiras perguntas é: quem decide aqui, e com qual controle? A resposta está na governança — a estrutura de órgãos, regras e práticas que definem como a organização é dirigida e fiscalizada. Boa governança não depende do tamanho da entidade. Uma associação de bairro com estatuto claro, assembleias regulares e conselho fiscal atuante pode ter governança melhor do que uma grande fundação com decisões concentradas em uma pessoa. ## Os órgãos essenciais - Assembleia Geral: órgão máximo, reúne os associados, elege a diretoria, aprova contas e altera o estatuto - Diretoria: conduz a gestão executiva, representa a organização e responde pela execução das decisões - Conselho Fiscal: fiscaliza a gestão financeira, examina as demonstrações contábeis e emite parecer sobre as contas. Não é obrigatório por lei para toda associação, mas é exigido por editais, certificações e pela maioria dos financiadores — na prática, é indispensável. - Conselho Consultivo ou Deliberativo (opcional): traz visão estratégica externa e pode aprovar orçamento e planejamento ## O estatuto é o documento mais importante da OSC Ele define finalidades, quem pode ser associado, como a diretoria é eleita, como as decisões são tomadas, o que acontece com o patrimônio em caso de dissolução e se dirigentes podem ou não ser remunerados. Um estatuto desatualizado ou incompatível com a legislação bloqueia parcerias públicas, certificações e até a abertura de contas bancárias. Revisá-lo com apoio jurídico e contábil deve ser prioridade de qualquer organização que pretende crescer. ## Práticas que fazem diferença na análise de financiadores - Atas de reuniões e assembleias registradas e arquivadas - Política de conflito de interesses e regras para contratação de pessoas ligadas a dirigentes - Segregação de funções: quem aprova despesa não é quem paga nem quem registra - Alçadas de aprovação definidas (valores que exigem duas assinaturas, por exemplo) - Transparência sobre remuneração de dirigentes, quando houver - Rotatividade e renovação dos cargos de direção ## Governança e sucessão Muitas OSCs dependem inteiramente de seu fundador. Isso é compreensível na origem, mas se torna risco com o tempo: financiadores perguntam o que acontece se essa pessoa sair. Planejar a sucessão, formar novos líderes e distribuir responsabilidades são sinais de maturidade institucional. ## Como o Conecta OSC apoia O diagnóstico de maturidade do Conecta OSC avalia a governança da organização e indica prioridades. Na Escola Conecta há trilhas sobre estatuto, conselho fiscal e gestão de riscos, e orientamos organizações filiadas na revisão de seus documentos institucionais. ## Comentário do especialista > Quando uma empresa me pergunta se pode confiar em uma OSC, a primeira coisa que olho é o estatuto e as atas. Governança fraca aparece rápido: decisões concentradas, conselho fiscal que só assina, assembleia que não acontece. A boa notícia é que governança não custa dinheiro — custa disciplina. Assembleia anual, ata registrada, conselho fiscal que realmente examina as contas. É isso que abre a porta do financiador. — Adriano Sousa, Profissional Especialista em Terceiro Setor ## Perguntas frequentes ### O que é governança em uma OSC? É o conjunto de órgãos, regras e práticas que definem como a organização é dirigida, controlada e fiscalizada: assembleia, diretoria, conselho fiscal, estatuto, políticas internas e transparência nas decisões. ### Quais são os órgãos obrigatórios de uma associação? O Código Civil exige assembleia geral e a definição no estatuto de quem administra e representa a entidade (diretoria). O conselho fiscal não é obrigatório por lei para todas as associações, mas é exigido por muitos editais, certificações e financiadores. ### Dirigente de ONG pode ser remunerado? Pode, desde que o estatuto preveja, a remuneração seja compatível com o mercado e a entidade cumpra as regras da legislação tributária e das certificações que possui (como CEBAS e OSCIP). Isso deve ser transparente. ### O que não pode faltar no estatuto de uma OSC? Finalidades, requisitos para admissão de associados, direitos e deveres, fontes de recursos, forma de administração e eleição, regras de alteração do estatuto e destinação do patrimônio em caso de dissolução, entre outros itens exigidos pelo Código Civil. ### Como uma OSC pequena pode melhorar a governança? Realizando assembleias regulares com atas registradas, mantendo o estatuto atualizado, tendo conselho fiscal atuante, separando funções (quem aprova, quem paga, quem registra), criando política de conflito de interesses e planejando a sucessão da liderança. --- # Como encontrar e vencer editais: um método para OSCs de qualquer porte Autor: Adriano Sousa · Profissional Especialista em Terceiro Setor · Data: 10/08/2026 · Captação de recursos Editais públicos e privados são a porta de entrada mais democrática para recursos. Veja onde procurar, como ler um edital e como escrever uma proposta que passa na seleção. URL: https://conectaosc.org.br/blog/como-encontrar-e-vencer-editais Todo ano, governos, fundações, institutos empresariais e organismos internacionais lançam centenas de editais para financiar projetos sociais. Para muitas OSCs, eles são a principal — às vezes a única — porta de acesso a recursos. E também uma das maiores fontes de frustração: propostas reprovadas, prazos perdidos, exigências não compreendidas. Vencer editais não é sorte. É método: monitorar oportunidades, ler com atenção, escolher batalhas certas e escrever propostas que respondem exatamente ao que o financiador pede. ## Onde encontrar editais - Portais de fundações e institutos empresariais (muitos publicam calendário anual de editais) - Plataformas de parcerias públicas dos governos federal, estaduais e municipais - Conselhos de direitos (criança e adolescente, idoso, assistência social) que editam chamamentos para fundos - Agregadores e newsletters especializadas do terceiro setor - Redes e articulações das quais a OSC participa — muitas oportunidades circulam antes de ficarem públicas ## Como ler um edital sem perder o essencial Antes de se animar com o valor, leia três partes com atenção: quem pode participar (requisitos de habilitação), o que será financiado (objeto, território, público) e como será avaliado (critérios e pesos). Se sua organização não cumpre um requisito eliminatório, não invista tempo. Se cumpre, monte uma tabela com cada critério de avaliação e escreva a proposta para pontuar em cada um deles. ## Anatomia de uma proposta vencedora - Diagnóstico com dados: mostre que conhece o problema e o território com números, não apenas percepções - Objetivo claro e metas mensuráveis: quantas pessoas, em quanto tempo, com qual resultado - Metodologia detalhada: o que será feito, por quem, com qual frequência - Orçamento coerente com as atividades e com os limites do edital - Indicadores e forma de monitoramento definidos desde o início - Experiência prévia demonstrada com evidências (relatórios, fotos, parcerias anteriores) - Sustentabilidade: o que permanece quando o recurso acabar ## Os erros mais comuns Enviar documentação incompleta, copiar propostas antigas sem adaptar ao edital, orçamento com itens não financiáveis, metas vagas e envio em cima do prazo. Muitos editais são perdidos na fase de habilitação, antes mesmo de a proposta ser lida. ## Depois do resultado Se aprovado, o trabalho começa: contrato, conta específica, execução conforme o plano e prestação de contas. Se reprovado, peça o parecer da avaliação — ele é o melhor material para melhorar a próxima proposta. ## Como o Conecta OSC apoia Organizações filiadas contam com orientação na leitura de editais, revisão de propostas e organização da documentação de habilitação. Na Escola Conecta, a trilha de elaboração de projetos ensina passo a passo como construir uma proposta competitiva. ## Comentário do especialista > Já revisei centenas de propostas e a maioria perde nos detalhes: documento vencido, orçamento com item não financiável, meta que não dá para medir. O edital é uma prova com gabarito público — os critérios de avaliação estão escritos. Quem escreve a proposta para pontuar em cada critério, em vez de contar a história que gostaria de contar, aprova muito mais. — Adriano Sousa, Profissional Especialista em Terceiro Setor ## Perguntas frequentes ### Onde encontrar editais para ONGs? Nos sites de fundações e institutos empresariais, nas plataformas de parcerias dos governos federal, estaduais e municipais, nos conselhos de direitos, em agregadores e newsletters do terceiro setor e nas redes das quais a OSC participa. ### O que uma ONG precisa para participar de um edital? CNPJ com tempo mínimo de existência, estatuto compatível com o objeto do edital, certidões negativas, contabilidade regular, experiência prévia comprovada e, muitas vezes, registro em conselhos específicos (como o CMDCA ou o CMAS). ### Como escrever um projeto para edital? Com diagnóstico baseado em dados, objetivo claro, metas mensuráveis, metodologia detalhada, cronograma, orçamento coerente com os limites do edital, indicadores de monitoramento e evidências de experiência anterior. ### Por que meu projeto foi reprovado no edital? As causas mais comuns são documentação incompleta na habilitação, proposta genérica ou desalinhada do objeto, orçamento com itens não financiáveis, metas vagas e falta de evidências. Peça o parecer da avaliação para entender e corrigir. ### Quanto tempo leva para receber o recurso de um edital? Varia bastante: entre a publicação do resultado, a assinatura do instrumento e o primeiro repasse podem passar de algumas semanas a vários meses, especialmente em parcerias públicas. Planeje o caixa da organização com essa folga. --- # A importância da prestação de contas para OSCs Autor: Adriano Sousa · Profissional Especialista em Terceiro Setor · Data: 05/08/2026 · Prestação de contas Como a prestação de contas fortalece a relação com financiadores, protege a organização e amplia a confiança da sociedade. URL: https://conectaosc.org.br/blog/importancia-prestacao-contas-oscs Prestar contas é o ato de mostrar onde o recurso foi aplicado e qual resultado ele gerou. Vai muito além de uma obrigação legal: é um exercício de respeito com quem confiou na sua organização — seja um doador individual, uma empresa, uma fundação ou o poder público. ## Por que prestação de contas é estratégia, não burocracia OSCs que prestam contas com excelência tornam-se referência. São chamadas para novos projetos, recebem renovações de apoio e atraem parceiros que antes nem sabiam da sua existência. Já as prestações de contas frágeis fecham portas — muitas vezes silenciosamente. ## Anatomia de uma boa prestação de contas Uma prestação de contas robusta combina três dimensões: - Relatório técnico: o que foi feito, com qual metodologia, quantas pessoas, quais resultados e indicadores - Relatório financeiro: orçamento planejado x executado, justificativas de desvios, comprovantes organizados - Narrativa de impacto: histórias, fotos com consentimento e depoimentos que ilustram a transformação ## Boas práticas que fazem diferença Documente em tempo real, não no fechamento. Mantenha pasta organizada por rubrica orçamentária. Comparações entre planejado e executado devem vir sempre acompanhadas de explicação técnica, não apenas de números. Use linguagem acessível: o financiador precisa entender, e muitas vezes ele não é especialista no tema do projeto. ## Prestação de contas pública Além da prestação ao financiador, considere uma prestação pública resumida em seu site ou portal de transparência. Isso fortalece a reputação institucional e demonstra compromisso real com a sociedade. ## Como o Conecta OSC apoia Estruturamos modelos, fluxos e capacitações para que OSCs prestem contas com qualidade técnica e narrativa de impacto consistente — protegendo a organização e fortalecendo o vínculo com financiadores. ## Comentário do especialista > Prestação de contas é a área em que mais vejo OSCs sofrerem — e quase sempre por organização, não por má-fé. Nota fiscal sem identificação do projeto, pagamento fora da conta específica, comprovante perdido. Minha regra de ouro: documente em tempo real, uma pasta por rubrica, conciliação bancária todo mês. Quem faz isso entrega a prestação em dias; quem deixa para o fim, sofre por meses. — Adriano Sousa, Profissional Especialista em Terceiro Setor ## Perguntas frequentes ### O que é prestação de contas no terceiro setor? É o processo pelo qual a OSC demonstra ao financiador (público ou privado) e à sociedade como aplicou os recursos recebidos e quais resultados alcançou, por meio de relatórios técnicos, financeiros e comprovantes. ### Quais documentos compõem uma prestação de contas? Relatório de execução do objeto (atividades e metas), relatório de execução financeira (planejado x executado), extratos da conta específica, notas fiscais e recibos identificados, comprovantes de pagamento e, quando exigido, conciliação bancária e devolução de saldo. ### Quais os erros mais comuns na prestação de contas? Despesas fora do plano de trabalho, pagamentos por conta diferente da específica, documentos sem identificação do projeto, atraso nos prazos, falta de justificativa para desvios e ausência de evidências das atividades realizadas. ### Por quanto tempo a OSC deve guardar os documentos da prestação de contas? Em parcerias públicas sob o MROSC, por dez anos contados do dia útil seguinte ao da prestação de contas. Para outros financiadores, siga o contrato e, no mínimo, os prazos fiscais de cinco anos. ### O que acontece se a prestação de contas for rejeitada? A organização pode ter que devolver os valores com correção, ficar inscrita em cadastros de inadimplência, perder a possibilidade de novas parcerias e ter dirigentes responsabilizados. Por isso a execução disciplinada e a documentação em tempo real são essenciais. --- # Impacto social: como medir e relatar os resultados do seu projeto Autor: Adriano Sousa · Profissional Especialista em Terceiro Setor · Data: 31/07/2026 · Projetos sociais Indicadores, evidências e relatórios que mostram a transformação real gerada por uma iniciativa — e como construí-los desde o início. URL: https://conectaosc.org.br/blog/como-medir-impacto-social Medir impacto não é tarefa de fim de projeto. Começa lá atrás, na concepção da iniciativa, quando definimos o que queremos transformar e como saberemos que a transformação aconteceu. Sem isso, qualquer relatório vira justificativa retroativa, não evidência. ## Comece pela teoria da mudança A teoria da mudança é o desenho lógico que conecta o problema social, as atividades do projeto, os resultados imediatos (outputs), os resultados intermediários (outcomes) e o impacto de longo prazo. É a base de qualquer sistema de medição sério. Sem teoria da mudança clara, indicadores viram números soltos. ## Combine quantitativo e qualitativo Indicadores quantitativos mostram escala. Indicadores qualitativos mostram profundidade. Os dois são complementares. - Quantitativos: número de pessoas atendidas, horas de formação, taxa de conclusão, evolução de notas, geração de renda - Qualitativos: histórias de transformação, percepções da comunidade, mudanças de comportamento observadas, depoimentos ## Crie um plano de coleta de dados realista De nada adianta definir indicadores ambiciosos sem capacidade de coletar dados. Pense em quem vai coletar, com que frequência, em qual instrumento e como os dados serão consolidados. Ferramentas simples bem usadas valem mais do que sistemas sofisticados subutilizados. ## Relate ao longo do caminho Relatórios anuais não bastam. Faça pontos de checagem trimestrais ou semestrais — eles permitem ajustes durante a execução e mostram ao financiador que o projeto está vivo, sendo monitorado e aprendendo. ## Cuidado com a confusão entre output, outcome e impacto Atender 500 pessoas é output. Dessas, 80% melhorarem indicadores de aprendizagem é outcome. A redução da evasão escolar no território, observada ao longo de anos, é impacto. Comunicar isso com clareza eleva o nível do diálogo com financiadores. ## Como o Conecta OSC apoia O diagnóstico de maturidade do Conecta OSC inclui a dimensão “projetos e impacto” e indica o que falta para a organização medir resultados de forma consistente. Na Escola Conecta há trilha sobre teoria da mudança, indicadores e relatório de impacto, e orientamos organizações filiadas na construção de um plano de monitoramento simples e possível de executar. ## Comentário do especialista > Já vi projetos excelentes serem descartados por financiadores porque a única evidência era 'atendemos 300 pessoas'. Número de atendimentos não é impacto — é atividade. O que o financiador quer saber é o que mudou. Defina a teoria da mudança no início, escolha poucos indicadores que você consegue coletar de verdade e relate ao longo do caminho. Medição boa é medição possível. — Adriano Sousa, Profissional Especialista em Terceiro Setor ## Perguntas frequentes ### O que é impacto social? É a mudança duradoura na vida das pessoas ou de uma comunidade gerada por uma intervenção — diferente de output (o que foi entregue) e de outcome (resultado de curto e médio prazo). ### Como medir o impacto de um projeto social? Partindo de uma teoria da mudança, definindo indicadores quantitativos e qualitativos, estabelecendo uma linha de base, coletando dados com instrumentos simples e comparando resultados ao longo do tempo. ### Quais são os indicadores de impacto social? Dependem do projeto. Exemplos: melhoria de desempenho escolar, redução da evasão, aumento de renda familiar, inserção no mercado de trabalho, melhoria de indicadores de saúde, mudanças de comportamento observadas e percepção dos beneficiários. ### O que é teoria da mudança? É o desenho lógico que conecta o problema social, as atividades do projeto, os resultados imediatos, os resultados intermediários e o impacto de longo prazo, explicitando as hipóteses por trás de cada etapa. ### Como fazer um relatório de impacto social? Combine dados (indicadores, comparações planejado x realizado) com narrativas (histórias, depoimentos, fotos com consentimento), explique a metodologia de coleta e seja honesto sobre limitações. Relate periodicamente, não só no fim. --- # Transparência no terceiro setor: o que é e como praticar na sua OSC Autor: Adriano Sousa · Profissional Especialista em Terceiro Setor · Data: 24/07/2026 · Transparência Mais do que um discurso institucional, transparência é prática contínua de documentação, prestação de contas e diálogo aberto. URL: https://conectaosc.org.br/blog/o-que-e-transparencia-terceiro-setor Transparência virou palavra de ordem no terceiro setor. Mas, na prática, ainda é confundida com o ato pontual de publicar um relatório anual no site. Transparência real é muito mais ampla: é a rotina de manter documentos atualizados, comunicar resultados de forma compreensível, abrir canais de diálogo e responder dúvidas — inclusive as incômodas. ## Os quatro pilares da transparência Uma OSC verdadeiramente transparente trabalha simultaneamente em quatro frentes: - Transparência documental: estatuto, atas, certidões e balanços disponíveis - Transparência financeira: origem dos recursos e detalhamento dos gastos - Transparência programática: o que faz, para quem, com qual metodologia e resultados - Transparência de governança: quem decide, como decide e com qual controle ## Por que isso importa Confiança é o ativo mais valioso de uma OSC. Sem ela, não há doador, não há financiador, não há parceria com o poder público. E a confiança só se constrói com prática consistente de transparência — não com slogan. Organizações transparentes captam mais, sofrem menos com crises e conseguem ampliar parcerias com mais facilidade. ## LGPD e transparência caminham juntas Ser transparente não significa expor dados pessoais. A Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709/2018) exige cuidado com informações de beneficiários, doadores e colaboradores. Transparência institucional convive perfeitamente com privacidade — exige apenas processos bem desenhados. ## Como o Conecta OSC apoia Ajudamos organizações a estruturarem portais e relatórios de transparência alinhados às boas práticas do setor e à legislação vigente, com linguagem acessível e periodicidade adequada. ## Comentário do especialista > Transparência é o ativo mais barato e mais valioso que uma OSC pode ter. Publicar estatuto, atas, balanço e relatório de atividades não exige orçamento — exige decisão. E o efeito é imediato: financiadores confiam mais, o poder público habilita mais rápido e a comunidade se sente parte. A entidade que esconde documento, mesmo sem ter nada errado, transmite a mensagem contrária. — Adriano Sousa, Profissional Especialista em Terceiro Setor ## Perguntas frequentes ### O que é transparência no terceiro setor? É a prática contínua de tornar acessíveis informações sobre quem a organização é, o que faz, como decide, de onde vêm e para onde vão os recursos, por meio de documentos, relatórios e canais de comunicação abertos. ### Quais documentos uma ONG deve publicar? Estatuto, ata de eleição da diretoria atual, CNPJ, certidões, demonstrações contábeis, relatório anual de atividades, políticas internas e, quando houver, relatórios de projetos e parcerias. ### ONG é obrigada a publicar suas contas? Entidades com certificações (como CEBAS e OSCIP) e com parcerias públicas têm obrigações específicas de publicidade. Para as demais, não há obrigação geral, mas a publicação voluntária é uma das melhores práticas de governança e captação. ### Como fazer um portal de transparência para OSC? Crie uma página no site com dados institucionais, documentos em PDF organizados por tipo e ano, demonstrações contábeis, relatórios de atividades e um canal de contato. Mantenha atualizado ao menos uma vez por ano. ### Transparência e LGPD são compatíveis? Sim. Transparência é sobre a organização; LGPD protege as pessoas. Publique documentos institucionais e resultados agregados, sem expor dados pessoais de beneficiários, doadores ou colaboradores. --- # Investimento social privado: por que empresas devem apoiar projetos monitorados Autor: Adriano Sousa · Profissional Especialista em Terceiro Setor · Data: 17/07/2026 · ESG e investimento social Investimento social com governança reduz risco reputacional, fortalece a estratégia ESG e amplia o impacto real nos territórios. URL: https://conectaosc.org.br/blog/empresas-investir-projetos-sociais O investimento social privado deixou de ser sinônimo de filantropia. Hoje, ele integra a estratégia ESG das empresas, é cobrado por investidores, consumidores e colaboradores, e precisa entregar resultado mensurável. Apoiar projetos sem monitoramento virou risco — não diferencial. ## O que muda quando o projeto é monitorado Um projeto monitorado tem indicadores definidos, relatórios periódicos, evidências documentais da execução e avaliação independente. Isso significa que a empresa apoiadora consegue responder, com dados, perguntas como: quantas pessoas foram atendidas, com qual qualidade, em qual território e com qual transformação observada. Sem monitoramento, o investimento social vira um cheque assinado no escuro — vulnerável a desvios, baixa entrega e crises reputacionais. ## Benefícios concretos para a empresa Apoiar projetos com governança e monitoramento gera ganhos diretos: - Redução de risco reputacional e jurídico - Atendimento a critérios ESG cobrados por investidores e bancos - Insumo qualificado para relatórios de sustentabilidade (padrões GRI e SASB/ISSB) e para questionários de índices como o ISE B3 - Comunicação institucional baseada em evidências, não em narrativas vazias - Engajamento de colaboradores em causas com impacto comprovado - Relação de longo prazo com o território onde a empresa opera ## Como o Conecta OSC apoia A maior dor do investidor social hoje não é encontrar OSCs — é encontrar OSCs preparadas. Nosso trabalho é exatamente esse: qualificar organizações em gestão, transparência e mensuração, e conectá-las a financiadores com agenda clara de impacto. Isso reduz o tempo de análise, mitiga risco e aumenta a probabilidade de o recurso virar transformação real. ## Por onde começar Empresas que querem profissionalizar seu investimento social devem definir tese de impacto, escolher 2 a 4 causas prioritárias e estabelecer critérios mínimos de governança e monitoramento. A partir daí, fica muito mais fácil escolher onde aplicar — e medir o que voltou. ## Comentário do especialista > Do lado da empresa, o maior risco não é doar pouco — é doar no escuro. Já vi apoios bem-intencionados virarem problema reputacional porque não havia monitoramento nem relatório. Investimento social sério exige o mesmo rigor de qualquer outro investimento: critério de seleção, acompanhamento e evidência de resultado. E, com lei de incentivo, o custo para a empresa pode ser zero. — Adriano Sousa, Profissional Especialista em Terceiro Setor ## Perguntas frequentes ### O que é investimento social privado? É o uso voluntário e planejado de recursos privados (de empresas, fundações, institutos ou famílias) em projetos de interesse público, com objetivos, monitoramento e avaliação de resultados definidos. ### Quais os benefícios para a empresa que apoia projetos sociais? Cumprimento de metas ESG, redução de risco reputacional, insumo para relatórios de sustentabilidade, engajamento de colaboradores, relacionamento com o território e, quando por lei de incentivo, benefício fiscal. ### Como uma empresa escolhe uma ONG para apoiar? Verificando regularidade documental e fiscal, governança, histórico de prestação de contas, aderência à causa ou território prioritário da empresa e capacidade de gerar relatórios de impacto. Redes que fazem curadoria de OSCs, como o Conecta OSC, encurtam esse caminho. ### Empresa do Simples Nacional pode doar para ONG e abater imposto? Empresas do Simples não têm acesso aos incentivos fiscais federais do IR, mas podem doar diretamente. Já empresas no lucro real podem usar Rouanet, Lei do Esporte, FIA e Fundo do Idoso dentro dos limites legais. ### O que é um projeto social monitorado? É um projeto com indicadores definidos desde o início, relatórios periódicos, evidências documentais da execução e prestação de contas técnica e financeira, permitindo à empresa comprovar onde o recurso foi aplicado e qual resultado gerou. --- # Captação de recursos: como preparar sua OSC antes de procurar financiadores Autor: Adriano Sousa · Profissional Especialista em Terceiro Setor · Data: 10/07/2026 · Captação de recursos Os passos essenciais para profissionalizar sua organização antes de buscar financiamento de empresas, fundações e editais. URL: https://conectaosc.org.br/blog/preparar-osc-captar-recursos Captar recursos é, antes de tudo, um exercício de preparação. Antes de procurar empresas, fundações, institutos ou editais públicos, sua OSC precisa demonstrar que tem capacidade técnica, governança e clareza de impacto. Financiadores não apoiam apenas boas intenções — apoiam organizações capazes de executar, prestar contas e gerar resultado mensurável. A boa notícia é que esse caminho é replicável. Toda OSC, independentemente do porte, pode se profissionalizar seguindo etapas claras. Neste artigo, reunimos os passos essenciais que aplicamos no Conecta OSC para preparar organizações antes de levá-las ao mercado de investimento social. ## 1. Faça um diagnóstico institucional honesto Tudo começa por entender onde sua organização está. O diagnóstico institucional avalia maturidade em quatro grandes áreas: governança, gestão administrativa e financeira, projetos e impacto, e comunicação. Não se trata de um julgamento, mas de uma fotografia que orienta as prioridades. Sem diagnóstico, é comum gastar energia tentando captar recursos quando o problema real é a falta de documentação atualizada ou de um estatuto compatível com o tipo de apoio buscado. ## 2. Organize a documentação institucional Financiadores sérios pedem documentos antes de qualquer aporte. Tê-los organizados e atualizados encurta meses do processo de captação. - Estatuto social atualizado e registrado - Ata de eleição da diretoria vigente - CNPJ, certidões negativas (federal, estadual, municipal, FGTS e trabalhista) - Comprovantes de utilidade pública, CEBAS, OSCIP ou outros títulos, quando houver - Relatórios de atividades e demonstrações financeiras dos últimos exercícios ## 3. Fortaleça a governança Governança não é burocracia — é o que dá segurança ao financiador de que o recurso será bem aplicado. Tenha um conselho atuante, regras claras de tomada de decisão, política de conflito de interesses e segregação entre quem executa e quem fiscaliza. Organizações com governança fraca raramente avançam em processos de due diligence de empresas e fundos. ## 4. Estruture o projeto que será apresentado Um bom projeto social tem objetivo claro, público-alvo definido, metas mensuráveis, cronograma realista, orçamento detalhado e indicadores de resultado. Evite descrições genéricas — quanto mais específico, mais confiável. Inclua uma teoria da mudança simples: o que muda na vida das pessoas a partir da sua intervenção, em curto, médio e longo prazo. ## 5. Prepare a narrativa de impacto Dados convencem a razão, histórias convencem o coração. Combine indicadores com narrativas reais de transformação. Tenha fotos com consentimento, depoimentos e estudos de caso prontos para usar em propostas e relatórios. ## Como o Conecta OSC apoia esse processo Acompanhamos OSCs em todas essas etapas: diagnóstico, organização documental, fortalecimento de governança, estruturação de projetos e construção da narrativa de impacto. Quando sua organização entra na nossa rede, ela chega ao financiador já qualificada — o que aumenta significativamente a chance de aprovação. Se sua OSC quer se preparar para captar com segurança, fale com a gente. ## Comentário do especialista > Captação não começa no financiador, começa dentro de casa. Antes de sair pedindo, a OSC precisa ter estatuto, certidões, contabilidade e um projeto que responda 'o que muda na vida de quem?'. Meu papel no Conecta OSC é fazer a organização chegar ao financiador já preparada — porque a primeira impressão, no terceiro setor, é a pasta de documentos. — Adriano Sousa, Profissional Especialista em Terceiro Setor ## Perguntas frequentes ### Como uma ONG pode captar recursos? Pelas principais fontes: editais públicos e privados, leis de incentivo fiscal, doações de pessoas físicas (pontuais e recorrentes), empresas e institutos, parcerias com o poder público, eventos, venda de produtos e serviços ligados à finalidade e cooperação internacional. ### O que uma OSC precisa ter antes de captar recursos? Documentação regular (estatuto, atas, CNPJ, certidões), contabilidade em dia conforme a ITG 2002, governança organizada, um projeto estruturado com metas e orçamento, e materiais de apresentação com dados e histórias de impacto. ### Empresas doam para ONGs pequenas? Sim, principalmente empresas locais e de médio porte, e via leis de incentivo. O que as empresas buscam é confiança: regularidade, projeto claro, capacidade de prestar contas e alinhamento com o território ou a causa que priorizam. ### O que é diagnóstico institucional de OSC? É uma avaliação estruturada da maturidade da organização em governança, gestão administrativa e financeira, projetos e impacto e comunicação, que aponta prioridades de fortalecimento antes de buscar recursos. ### Quanto tempo leva para uma OSC começar a captar recursos? Depende do ponto de partida. Organizações com documentação e contabilidade regulares podem se estruturar em poucos meses; as que precisam regularizar pendências levam mais tempo — por isso o diagnóstico e a organização documental vêm antes.